Fênix 1884
Arquivo da Loja

Nossa História

Uma Loja não nasce apenas de uma data. Nasce das pessoas que decidem construir algo que permaneça.

Conheça a trajetória da A∴R∴L∴S∴ Fênix nº 1884 — sua origem, seus espaços, seus irmãos e os momentos que ajudaram a construir sua identidade.

Cortejo maçônico ao ar livre. À frente, um irmão de luvas brancas porta o estandarte azul da Loja, com a palavra RENASÇO em ouro e a Fênix branca sobre as chamas. Ao lado dele, irmãos de terno escuro, colar e avental caminham pelo gramado.
29 de julho de 1990O estandarte da Fênix no cortejo de lançamento da pedra fundamental.
Linha do tempo

Nenhuma Loja começa em si mesma.

A Fênix é o elo mais recente de uma corrente que se estende das primeiras Grandes Lojas às colunas que erguemos hoje em Cascadura.

A corrente

  1. 1717

    Fundação da Grande Loja de Londres

    Quatro Lojas se reúnem e fundam a primeira Grande Loja. É o marco da passagem da Maçonaria operativa, dos canteiros de obra, para a especulativa, das ideias.

  2. 1723

    Constituição de Anderson

    Estabelece que os pedreiros sejam homens bons e leais, quaisquer que sejam suas crenças, fazendo da Ordem um Centro de União entre homens que de outro modo permaneceriam separados.

  3. 1737

    Discurso do Cavaleiro de Ramsay

    Na França, Ramsay dá à Maçonaria uma narrativa histórica e mítica que eleva o seu prestígio e abre caminho para os altos graus.

  4. 1801

    O Rito Escocês Antigo e Aceito

    Originário da Escócia e nascido na França, o Rito é organizado nos Estados Unidos em trinta e três graus. É o Rito que praticamos.

  5. 1813

    Grande Loja Unida da Inglaterra

    As duas Grandes Lojas inglesas rivais se unem. Dali sai o padrão de regularidade que ordena, até hoje, o reconhecimento entre Potências no mundo inteiro.

  6. 1822

    Grande Oriente do Brasil

    Em 17 de junho, às vésperas da Independência, as Lojas Comércio e Artes na Idade do Ouro, União e Tranquilidade e Esperança de Niterói fundam a primeira Potência maçônica brasileira.

A nossa Casa

  1. 1973

    Fundação da Loja Fênix

    30 de julho de 1973

    Reunidos várias vezes no sobrado da Rua Domingos Lopes, em Madureira, um grupo de irmãos tenta reerguer as colunas da Loja Mascarenhas de Moraes, que havia adormecido por ser frequentada por militares em trânsito. Não sendo possível reativá-la, decidem que o esforço não se perderia: erguem uma Loja nova, e lhe dão o nome da ave que se refaz do próprio fogo. O primeiro Venerável Mestre é o Ir∴ Victor Wein.

  2. 1973

    Instalação

    15 de dezembro de 1973

    A Loja é instalada com a presença do Soberano Grão-Mestre Geral da Ordem, e passa a trabalhar regularmente.

  3. 1973

    A primeira casa

    Madureira

    Por cerca de nove anos a Fênix trabalha no Templo da Loja Deus e Universo, na Rua Domingos Lopes, 833 — a mesma casa onde os fundadores haviam se reunido.

  4. 1982

    Quintino

    A Loja se desloca para o Templo da Loja Marquês do Herval, na Rua Olina, 21, mantendo os trabalhos sempre às segundas-feiras — e alimentando o desejo de instalações próprias.

  5. 1986

    Personalidade jurídica

    16 de janeiro de 1986

    Aprovados os estatutos pelo Grande Oriente do Brasil e pelo Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, a Loja é registrada no RCPJ.

  6. 1986

    O terreno de Cascadura

    7 de julho de 1986

    A Loja adquire o terreno da Rua Palatinado, 380 — vinte metros de frente e de fundos por quarenta e quatro de cada lado. Pela primeira vez, um chão próprio.

  7. 1990

    A pedra fundamental

    29 de julho de 1990

    Os irmãos se reúnem ao redor da pedra assentada, no centro do terreno. Começa ali a obra que só se completaria dezesseis anos depois.

    Cerca de trinta irmãos perfilados em semicírculo no gramado, de terno escuro, colar e avental maçônico. Em primeiro plano, a cova aberta com a pedra fundamental já assentada.
    Os irmãos em torno da pedra fundamental, 29 de julho de 1990.
  8. 1993

    A primeira laje

    Aos vinte anos, a obra está das fundações à primeira laje, sob responsabilidade técnica do Ir∴ José de Brito Amorim, engenheiro civil e membro do quadro.

  9. 1998

    Benfeitora da Ordem

    Aos vinte e cinco anos de trabalhos ininterruptos, a Loja recebe do Grande Oriente do Brasil o título de Benfeitora da Ordem.

  10. 2006

    Sagração do Templo

    30 de julho de 2006

    Trinta e três anos depois da fundação, no mesmo 30 de julho, o Templo é sagrado. A Loja inicia os trabalhos no Palácio Maçônico de Cascadura.

    Fachada da obra em dois pavimentos, ainda sem pintura. Duas colunas cilíndricas sustentam a varanda curva do pavimento superior, e as janelas têm arco pleno com esquadrias azuis.
    A fachada, com as colunas e os arcos já erguidos.
  11. 2023

    Grande Benfeitora da Ordem

    Ao completar cinquenta anos, a Loja é elevada a Grande Benfeitora da Ordem — o título que hoje leva no próprio nome.

  12. Hoje

    A corrente segue

    E o próximo elo é de quem chega agora.

Os marcos de 1973 a 1993 vêm de Parabéns Fênix, escrito pelo Ir∴ José Eduardo Carneiro em 2 de agosto de 1993 e publicado no livro A Fênix e o Aprendiz, entregue a todo irmão iniciado.

Os fundadores

Dezessete nomes e uma data.

São os irmãos que se reuniram no sobrado de Madureira e chegaram, enfim, ao dia 30 de julho de 1973. À frente deles, como preceptor, o padrinho da Loja.

  1. Victor WeinPadrinho e primeiro Venerável Mestre, 1973–1977
  2. Jair Valente de Avilez
  3. Newton José Saturnino Vianna
  4. Mizael Cruz
  5. Agenor Ferreira da Silva
  6. Octacílio Queiroz de Souza
  7. Eurico Luiz Pereira
  8. Sebastião Ferreira da Silva
  9. Kleber Paul Nery
  10. Ricardo Bath Crespo
  11. Euclides Manoel Leite
  12. Antônio Vieira de Rezende
  13. Hiram Nunes
  14. Jairo Gonçalves Vieira
  15. Daniel Antônio Teixeira
  16. Enoc Teixeira Wenceslau
  17. Francisco Pereira Malafaia

Nota de arquivoA relação segue a ordem do registro de 1993, e não uma ordem de precedência. A sucessão completa dos Veneráveis Mestres não é publicada aqui: ela vive na Área do Irmão, junto ao organograma e ao Oriente Eterno.

A pedra bruta
Construir o tão sonhado templo interior, pelo trabalho insano no desbaste da pedra bruta, é o que a Loja Fênix deseja que todos os seus filhos diletos alcancem.
Ir∴ José Eduardo CarneiroVenerável Mestre de 1983 a 1987 · escrito em 2 de agosto de 1993

As fotografias que vêm a seguir mostram concreto, madeira de escoramento, tijolo e reboco. Mas o canteiro de que a Maçonaria fala não é só esse. Quando essas linhas foram escritas, a obra da Rua Palatinado ainda estava na primeira laje.

Por isso a Ordem guardou a linguagem dos canteiros depois de deixar de construir catedrais. Prumo, esquadro, régua e maço continuam sendo os instrumentos — só mudou a pedra. Uma das obras levou dezesseis anos. A outra não termina.

A construção

Onde a história ganhou forma

Antes de se tornar espaço de encontro, estudo e fraternidade, este lugar também foi uma obra, um projeto e uma construção coletiva. Nas fotografias há escoramento de madeira, ferragem exposta, tijolo à vista — e, em várias delas, os próprios irmãos com as suas famílias.

Estrutura e escoramento, vista do pátio interno.
As fôrmas prontas para a concretagem — e o canteiro cheio de gente.
Os Irmãos Montese e Amorim sobre a laje, diante da alvenaria.
A laje armada, à espera do concreto.
O reboco fresco e as ferramentas do dia.
A laje concretada, e o bairro em volta.

Nota de arquivoAs fotografias da obra não têm data individual registrada. O que está datado é a pedra fundamental, 29 de julho de 1990, e a sagração do Templo, 30 de julho de 2006 — a obra está entre as duas. Datas e legendas mais precisas serão acrescentadas quando a Loja as fornecer.

Então e agora

O mesmo lugar, dois tempos.

A fachada em obra, em dois pavimentos, sem pintura, com duas colunas cilíndricas e janelas em arco de esquadria azul.
EntãoA fachada durante a obra, entre 1990 e 2006.
Fotografia a fornecerA mesma fachada hoje. Para a comparação funcionar, fotografar do mesmo ponto e na mesma altura da imagem ao lado.
AgoraPalácio Maçônico de Cascadura — Rua Palatinado, 380.
Estandarte da Loja: a palavra RENASÇO em arco dourado no alto; ao centro, uma fênix branca de asas abertas erguendo-se de uma braseira em chamas; ladeando-a, duas colunas com os capitéis B e J, encimadas pelo globo terrestre à esquerda e pelo globo celeste estrelado à direita; abaixo, um altar em degraus com um ramo de acácia e a inscrição AUG RESP LOJ SIMB FÊNIX, Gr Or do Brasil; na base, Nº 1884, fundada em 30-07-1973.
Patrimônio

O Estandarte

É nele que a Loja diz quem é, sem uma linha de explicação. Cada elemento tem função, e nenhum está ali por ornamento.

Renasço
A divisa, em arco no alto. Verbo na primeira pessoa, no presente do indicativo — a escolha gramatical é o próprio sentido.
A Fênix
Branca, de asas abertas, erguendo-se da braseira acesa. A ave que se refaz do próprio fogo dá o nome à Loja.
As colunas B∴ e J∴
As duas colunas do pórtico do Templo, com brasas acesas nos capitéis, encimadas pelo globo terrestre e pelo globo celeste.
O altar e a acácia
Em degraus, com o ramo de acácia em verde e a inscrição Aug∴ Resp∴ Loj∴ Simb∴ Fênix · Gr∴ Or∴ do Brasil.
A base
Nº 1884 · Fundada em 30-07-1973. O 1884 é o número de registro da Loja junto ao Grande Oriente do Brasil — não o ano de fundação.
A origem do nome

Phenix, como está na Carta Constitutiva.

O nome não foi atribuído ao acaso. Do latim Phoenix, do grego Phoínix, designa na lenda egípcia a ave solitária que, ao fim de um longo ciclo, faz para si um ninho, expõe-se ao sol até sobrevir o fogo, atiça-o com as próprias asas e renasce das cinzas.

Daí ser símbolo da alternância entre atividade e repouso, do renascimento e da transmutação — a mesma figura que ocupa o centro do estandarte, sobre a pira, envolta em chamas, para lembrar que também o maçom pode renascer das suas próprias cinzas.

A vida posso ao fogo e ferro dar, e perdê-la em qualquer duro perigo, e nele, como Fênix, renovar.
Luís de CamõesLírica, soneto 47

O arquivo continua aberto.

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