Nossa História
Uma Loja não nasce apenas de uma data. Nasce das pessoas que decidem construir algo que permaneça.
Conheça a trajetória da A∴R∴L∴S∴ Fênix nº 1884 — sua origem, seus espaços, seus irmãos e os momentos que ajudaram a construir sua identidade.

Nenhuma Loja começa em si mesma.
A Fênix é o elo mais recente de uma corrente que se estende das primeiras Grandes Lojas às colunas que erguemos hoje em Cascadura.
A corrente
- 1717
Fundação da Grande Loja de Londres
Quatro Lojas se reúnem e fundam a primeira Grande Loja. É o marco da passagem da Maçonaria operativa, dos canteiros de obra, para a especulativa, das ideias.
- 1723
Constituição de Anderson
Estabelece que os pedreiros sejam homens bons e leais, quaisquer que sejam suas crenças, fazendo da Ordem um Centro de União entre homens que de outro modo permaneceriam separados.
- 1737
Discurso do Cavaleiro de Ramsay
Na França, Ramsay dá à Maçonaria uma narrativa histórica e mítica que eleva o seu prestígio e abre caminho para os altos graus.
- 1801
O Rito Escocês Antigo e Aceito
Originário da Escócia e nascido na França, o Rito é organizado nos Estados Unidos em trinta e três graus. É o Rito que praticamos.
- 1813
Grande Loja Unida da Inglaterra
As duas Grandes Lojas inglesas rivais se unem. Dali sai o padrão de regularidade que ordena, até hoje, o reconhecimento entre Potências no mundo inteiro.
- 1822
Grande Oriente do Brasil
Em 17 de junho, às vésperas da Independência, as Lojas Comércio e Artes na Idade do Ouro, União e Tranquilidade e Esperança de Niterói fundam a primeira Potência maçônica brasileira.
A nossa Casa
- 1973
Fundação da Loja Fênix
30 de julho de 1973
Reunidos várias vezes no sobrado da Rua Domingos Lopes, em Madureira, um grupo de irmãos tenta reerguer as colunas da Loja Mascarenhas de Moraes, que havia adormecido por ser frequentada por militares em trânsito. Não sendo possível reativá-la, decidem que o esforço não se perderia: erguem uma Loja nova, e lhe dão o nome da ave que se refaz do próprio fogo. O primeiro Venerável Mestre é o Ir∴ Victor Wein.
- 1973
Instalação
15 de dezembro de 1973
A Loja é instalada com a presença do Soberano Grão-Mestre Geral da Ordem, e passa a trabalhar regularmente.
- 1973
A primeira casa
Madureira
Por cerca de nove anos a Fênix trabalha no Templo da Loja Deus e Universo, na Rua Domingos Lopes, 833 — a mesma casa onde os fundadores haviam se reunido.
- 1982
Quintino
A Loja se desloca para o Templo da Loja Marquês do Herval, na Rua Olina, 21, mantendo os trabalhos sempre às segundas-feiras — e alimentando o desejo de instalações próprias.
- 1986
Personalidade jurídica
16 de janeiro de 1986
Aprovados os estatutos pelo Grande Oriente do Brasil e pelo Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, a Loja é registrada no RCPJ.
- 1986
O terreno de Cascadura
7 de julho de 1986
A Loja adquire o terreno da Rua Palatinado, 380 — vinte metros de frente e de fundos por quarenta e quatro de cada lado. Pela primeira vez, um chão próprio.
- 1990
A pedra fundamental
29 de julho de 1990
Os irmãos se reúnem ao redor da pedra assentada, no centro do terreno. Começa ali a obra que só se completaria dezesseis anos depois.

Os irmãos em torno da pedra fundamental, 29 de julho de 1990. - 1993
A primeira laje
Aos vinte anos, a obra está das fundações à primeira laje, sob responsabilidade técnica do Ir∴ José de Brito Amorim, engenheiro civil e membro do quadro.
- 1998
Benfeitora da Ordem
Aos vinte e cinco anos de trabalhos ininterruptos, a Loja recebe do Grande Oriente do Brasil o título de Benfeitora da Ordem.
- 2006
Sagração do Templo
30 de julho de 2006
Trinta e três anos depois da fundação, no mesmo 30 de julho, o Templo é sagrado. A Loja inicia os trabalhos no Palácio Maçônico de Cascadura.

A fachada, com as colunas e os arcos já erguidos. - 2023
Grande Benfeitora da Ordem
Ao completar cinquenta anos, a Loja é elevada a Grande Benfeitora da Ordem — o título que hoje leva no próprio nome.
- Hoje
A corrente segue
E o próximo elo é de quem chega agora.
Os marcos de 1973 a 1993 vêm de Parabéns Fênix, escrito pelo Ir∴ José Eduardo Carneiro em 2 de agosto de 1993 e publicado no livro A Fênix e o Aprendiz, entregue a todo irmão iniciado.
Dezessete nomes e uma data.
São os irmãos que se reuniram no sobrado de Madureira e chegaram, enfim, ao dia 30 de julho de 1973. À frente deles, como preceptor, o padrinho da Loja.
- Victor WeinPadrinho e primeiro Venerável Mestre, 1973–1977
- Jair Valente de Avilez
- Newton José Saturnino Vianna
- Mizael Cruz
- Agenor Ferreira da Silva
- Octacílio Queiroz de Souza
- Eurico Luiz Pereira
- Sebastião Ferreira da Silva
- Kleber Paul Nery
- Ricardo Bath Crespo
- Euclides Manoel Leite
- Antônio Vieira de Rezende
- Hiram Nunes
- Jairo Gonçalves Vieira
- Daniel Antônio Teixeira
- Enoc Teixeira Wenceslau
- Francisco Pereira Malafaia
Nota de arquivoA relação segue a ordem do registro de 1993, e não uma ordem de precedência. A sucessão completa dos Veneráveis Mestres não é publicada aqui: ela vive na Área do Irmão, junto ao organograma e ao Oriente Eterno.
Construir o tão sonhado templo interior, pelo trabalho insano no desbaste da pedra bruta, é o que a Loja Fênix deseja que todos os seus filhos diletos alcancem.
As fotografias que vêm a seguir mostram concreto, madeira de escoramento, tijolo e reboco. Mas o canteiro de que a Maçonaria fala não é só esse. Quando essas linhas foram escritas, a obra da Rua Palatinado ainda estava na primeira laje.
Por isso a Ordem guardou a linguagem dos canteiros depois de deixar de construir catedrais. Prumo, esquadro, régua e maço continuam sendo os instrumentos — só mudou a pedra. Uma das obras levou dezesseis anos. A outra não termina.
Onde a história ganhou forma
Antes de se tornar espaço de encontro, estudo e fraternidade, este lugar também foi uma obra, um projeto e uma construção coletiva. Nas fotografias há escoramento de madeira, ferragem exposta, tijolo à vista — e, em várias delas, os próprios irmãos com as suas famílias.
Nota de arquivoAs fotografias da obra não têm data individual registrada. O que está datado é a pedra fundamental, 29 de julho de 1990, e a sagração do Templo, 30 de julho de 2006 — a obra está entre as duas. Datas e legendas mais precisas serão acrescentadas quando a Loja as fornecer.
O mesmo lugar, dois tempos.


O Estandarte
É nele que a Loja diz quem é, sem uma linha de explicação. Cada elemento tem função, e nenhum está ali por ornamento.
- Renasço
- A divisa, em arco no alto. Verbo na primeira pessoa, no presente do indicativo — a escolha gramatical é o próprio sentido.
- A Fênix
- Branca, de asas abertas, erguendo-se da braseira acesa. A ave que se refaz do próprio fogo dá o nome à Loja.
- As colunas B∴ e J∴
- As duas colunas do pórtico do Templo, com brasas acesas nos capitéis, encimadas pelo globo terrestre e pelo globo celeste.
- O altar e a acácia
- Em degraus, com o ramo de acácia em verde e a inscrição Aug∴ Resp∴ Loj∴ Simb∴ Fênix · Gr∴ Or∴ do Brasil.
- A base
- Nº 1884 · Fundada em 30-07-1973. O 1884 é o número de registro da Loja junto ao Grande Oriente do Brasil — não o ano de fundação.
Phenix, como está na Carta Constitutiva.
O nome não foi atribuído ao acaso. Do latim Phoenix, do grego Phoínix, designa na lenda egípcia a ave solitária que, ao fim de um longo ciclo, faz para si um ninho, expõe-se ao sol até sobrevir o fogo, atiça-o com as próprias asas e renasce das cinzas.
Daí ser símbolo da alternância entre atividade e repouso, do renascimento e da transmutação — a mesma figura que ocupa o centro do estandarte, sobre a pira, envolta em chamas, para lembrar que também o maçom pode renascer das suas próprias cinzas.
A vida posso ao fogo e ferro dar, e perdê-la em qualquer duro perigo, e nele, como Fênix, renovar.
O arquivo continua aberto.
Fotografias, documentos e datas que ainda não estão aqui podem ser entregues à Secretaria. Toda peça recebida é registrada e passa a fazer parte desta página.
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